Punho
um poema
Da mesma gosma
Na mesma passagem do tempo
O vento fantasmal que assovia esquadria da
Janela suja
O hálito domesticado
Como o cheiro de uma fruta
Enterros compartilhados
Como os almoços de domingo
Feijão, arroz e peixe
De repente
Um talho mortífero
Na mesma passagem de tempo
Tu te tornas nêmese
A minha dúvida
Maior que a minha dor
É a pergunta
Quando?


