Meus inscritos
carta curta
Pois é, gente. Somos quase duas mil pessoas por aqui. Posso dizer que não penso nisso quando escrevo, nem quando publico. Só agora estou pensando nisso enquanto escrevo este texto.
Encheríamos uma plateia do Silvio Santos de Itaquaquecetuba, acho que sim. E imagino a animação dos ônibus e o salgadinhos xilitos correndo solto. Goles instigados de guaraviton e a esperança de uma coisa nova, nem que seja um texto mequetrefe como este.
Na verdade não quis escrever um texto, mas agradecer aos meus assinantes gratuitos e pagantes pela alegria de ser lida por vocês. Mesmo que eu publique toda vez o texto com erros de português (Desculpa, pessoal do e-mail.).
Cometo erros de português porque desde pequena escrevo com um fulgor. Muitas revisões depois consigo me distanciar, e ainda assim.
Sofri isso com meu último romance que está em fase de preparação e se chamará Vida doçura. Escrevo com fulgor principalmente quando sou dominada pela dor e pela raiva. Uma desafinada ali perdoável. De que vale uma preposição mal colocada, ou mesmo um hífen que eu talvez tenha acabado de não usar erroneamente? Vale um pinto. Mas pobrezinho do pinto.
Tô para o que se tem para dizer, na escrita e na oralidade. Meus ouvintes, inscritos, meu mais sincero abraço de agradecimento. Em troca, deixo esse vídeo para vocês.




sempre quis ser uma colega de auditório! obrigada pelos textos e todo o fulgor, leio todos.
escrever a quente tem dessas coisas: a vitalidade do texto perdoa os sobressaltos da revisão…