Karaokê
Eu desafino
Com as pernas bambas
Meu desatino
É cantar cirandas
Que vou criando
E desfazendo os nós
De nós
Por um absurdo qualquer
Pelo malogro
Ou pela sorte
Das tuas pálpebras curtas
Aproximo minha boca
Do metal do microfone gelado
E me vem o eco da minha voz
Quase ao mesmo tempo parado
Um pequeno delay
Que me apresenta
Uma parte minha
Que não é minha
Não é de ninguém
Tilintares, códigos de pix, o dia
Nascendo
E eu ja deitada
Perdida no meu próprio
Eco.



Impressionante como você tem um repertório tão rico de palavras na mais perfeita tradução de suas emoções.