Encantamento
na escrita e na leitura
Nesta semana li dois livros e escrevi minha coluna. Meu cérebro está vigoroso como terra para plantio, esterco. Que alegria poder adentrar em dois planetas com sua atmosfera própria, relevos e prosódias.
Que alegria poder organizar o que se quer dizer ou o que você ainda não havia percebido, escrever coisas que não pretendia dizer mas que foram surgindo como coelhos da cartola.
Todo mundo sabe que o mercado editorial anda mal das pernas e que quase ninguém lê nesse país pouco traduzido. O Brasil é uma ilha cercada de espanhol por um lado e água por outro. Nascemos com essa língua materna esquisita e aconchegante. Considero uma sorte. Mesmo que poucos países estejam pouco interessados em traduzi-la.
Pandora's Box de Antonio Kuschinir
Se o mercado editorial vai mal, a contrapelo a literatura contemporânea cresce com um vigor estrondoso e mais pluralidade. Nos dois últimos meses, fiz orelhas e blurbs para excelentes livros cearenses, o que me dá certo orgulho e esperança. Várias editoras pequenas e competentes surgem capitaneadas por gente de todas as idades.
Também fico com esperança quando termino um texto, um livro. Isso, a única coisa que sei mais ou menos fazer, me faz ter uma vida interessante. Estou trabalhando o tempo todo e o meu trabalho é escutar, ler, viver.
Quem imaginava que aquela menininha de olhos fundos e que já escrevia em seus diários e em sua cabeça curiosa iria virar escritora? Mesmo que titubeie, assino embaixo: sou escritora e leitora. Daquelas que nunca vai largar o encantamento da literatura. Nunquinha.
Se você gosta do que escrevo, considere contribuir com 5 reais mensais ou 80 reais anuais para o meu trabalho.




Excelente! Seu trabalho me beneficia. Obrigada!
a literatura salva.